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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Maria Eduarda...

Oi mamães no dia 13 de novembro de 2017 fomos a consulta de rotina da nossa menina Maria Eduarda( 17 semanas) e tivemos uma grande surpresa.
Doutor iniciou o ultrassom e ficou assustado, pois eu havia perdido quase todo o líquido amniótico , ele com todo profissionalismo confirmou que minha bolsa estava fechada e que havia a possibilidade da bebê está sem os rins ou algum problema no coração.
Fui encaminhada para avaliações em Campinas para confirmação do diagnóstico.
A partir desse dia, nosso mundo desabou, mas seguimos na fé no médico em Campinas, com a esperança de que era somente um engano.
No dia 17 de novembro realizamos a consulta em Campinas e foi confirmado o diagnóstico, bebé com Agenesia Renal Bilateral, os rins não se formaram.

O mundo desabou naquele momento, foram semanas e meses de muito choro.
Tivemos a opção de interromper a gestação, mas decidimos continuar e estar com nossa filha o tempo que Deus tivesse para nós!
Foram muitas orações durante os 5 meses restantes da gestação, tínhamos muita fé e esperança que Deus faria nosso milagre!
O papai Elves fez questão de leva- lá conhecer a praia e tirar muita fotos para deixar mamãe e Duda Feliz! Obrigada papai ❤
Fizemos tudo que foi possível pra nossa filha, mas a vontade de Deus foi cumprida!
O Milagre veio sim, não da forma que queríamos, mas ele aconteceu da forma que Deus quis.
No dia 29 de março de 2018, as 13h56min Maria Eduarda veio ao mundo, pesando 2,080 kg com 43 cm, veio linda, perfeita aos olhos de Deus...

Maria Eduarda viveu por duas horas, nos meus braços, todos familiares tiveram a oportunidade de conhecê-la, tenho certeza que ela sentiu o quanto foi amada e desejada!
Foram os dias e momentos mais felizes da minha vida!
Apesar da dor e tristeza de não te-lá com a gente agora, tenho certeza de que Deus tem o melhor pra cada um de nós e só tenho a agradecer a Deus por ter ela no meu ventre por 37 semanas e por ter gerado minha menina linda como sempre sonhei!
Gostaria de deixar uma mensagem para todas as mães que estão esperando ou que já tiveram um bebê com ARB sigam com muita fé e esperança, pois somos mães de anjos e só os especiais são escolhidos para gerar um filho a Deus, se entreguem de coração a ele que os propósitos de Deus serão cumpridos na vida de vcs!

Um grande beijo e força 😘🙏🏻💛💛💛

(texto enviado pela mamãe Pâmela Neves)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Alice... E o agir de Deus

Talvez eu não saiba me expressar com palavras como imaginava. É bem provável que eu não transmita para a folha de papel tudo o que sinto neste momento tão singular de minha vida. De qualquer forma, espero que este texto seja o meio pelo qual eu possa testemunhar o cuidado de Deus sobre mim e minha família. 

Há alguns meses, durante uma ultrassonografia, eu e minha esposa descobrimos que nossa filha era, nos dizeres da médica, um “feto incompatível com a vida extrauterina”.  O prognóstico era claro: um grave problema renal, com consequências para o desenvolvimento dos pulmões e chances de interferência no funcionamento do coração. A morte era certa. Poderíamos tentar uma autorização judicial para o aborto, mas optamos pela vida. Estávamos na 22ª semana da gestação e nós não admitíamos a hipótese de tocar na vida de Alice. 

Unidos em amor, eu e minha esposa fomos abraçados por uma igreja que, de joelhos, clamou pela cura plena. As orações foram tão intensas que os conhecidos se tornaram amigos e que as palavras se transformaram em lágrimas. Alice se desenvolvia em um ambiente inóspito: pouco líquido amniótico, dois rins multicísticos... Os médicos não compreendiam como um bebê conseguia crescer e ganhar peso em condições tão precárias. Os exames constatavam os problemas, mas a nossa esperança era de cura, de milagre. Afinal de contas, Alice alcançou até a 37ª semana de gestação firme e forte. Em todo esse tempo, o agir de Deus permitiu que nossa pequena Alice continuasse viva.

    Na semana passada, precisamente na quarta-feira, Alice decidiu nascer. Era a aurora de um dia singular. Deus, na sua infinita misericórdia, preparou todo o contexto para o nascimento: o hospital, os nossos corações. Preparou Alice. Foi então que, às 17:59h, eu e minha esposa ouvimos o choro daquele bebê tão esperado. Confesso que meu coração bateu mais forte ao ver aqueles cabelos ruivos anunciando o milagre. A médica que a tinha nas mãos me olhou nos olhos e confirmou a gravidade dos problemas de saúde. Levaram nossa filha para a Unidade de Tratamento Intensiva/UTI sob a promessa de que tentariam salvá-la. E tentaram. Mas a possibilidade de morte era iminente. Não conseguíamos dormir. Foi então que pedi a Deus que me desse a oportunidade de orar com minha filha, de estar com ela, de senti-la comigo. 

A graça de Deus foi derramada sobre Alice. Ela enfrentou a madrugada e continuou viva. Na quinta-feira pela manhã eu e minha esposa fomos até a UTI e ali tivemos a oportunidade de tocar em nossa filha, de orar com ela, de dizer o quanto ela era importante para nós. Foi nesse momento que pensei em Deus e que refleti sobre a sua nobreza. Ele foi capaz de dar seu filho amado por nós, e eu não conseguia fazer o mesmo. Eu não conseguia devolvê-la ao Senhor, entregá-la em seus braços de amor. 

Naquele mesmo dia eu a registrei no cartório: Alice Campos Rodrigues. No retorno do cartório, sentei-me diante da minha esposa. Era final da tarde de quinta-feira. Foi então que recebi a ligação da médica da UTI me informando acerca da morte da minha filha. Eu chorei copiosamente, mas estava certo de que todas as orações foram atendidas. Alice viveu 22 horas. Tempo suficiente para que eu pudesse elaborar este testemunho e compartilhar com meus amigos e irmãos a felicidade por ter sido pai pela segunda vez. Deus me deu a oportunidade de orar com minha filha nos braços, de chorar com ela, de agradecê-la por ter sido instrumento nas mãos do Pai. Com ela aprendi a importância da oração coletiva, da união da comunidade; reconheci a fina linha que nos separa da morte e entendi, na pele, que o dom da vida vem de Deus. Alice mexeu com o meu casamento, com a minha família, com a minha igreja, com a minha alma. Alice trouxe um sentimento de amor inexplicável. No silêncio de seu choro eu pude perceber que o sucesso de uma oração não está na obediência de Deus à nossa vontade, mas de nossa submissão à vontade soberana dEle. 

Alice foi enterrada na sexta-feira, dia 19 de janeiro. Uma cerimônia simples, na verdade um culto. Oramos, cantamos e nos despedimos da pequena Alice. O que fica é um misto de dor e paz. A dor da perda, que não deixa de ser um sentimento egoísta de nossa parte, e a paz, que nos é trazida pelo Espírito Santo. Agradeço mais uma vez a todos os irmãos pelas orações e pelo carinho que demonstraram durante todo esse tempo. Vocês nos fizeram compreender que Alice é fruto do amor de Deus e que a perda, por mais dolorosa que seja, é menos amarga quando se confia nEle. 

(Texto enviado por e-mail pelo pai Leonardo Rodrigues)